Esportes
Veja atletas que nasceram em outro país e representam o Brasil em Paris
Lista tem sete nomes; vôlei é a modalidade com mais "estrangeiros"
BATANEWS/REDAçãO
Nem todos os integrantes do Time Brasil nas Olimpíadas de Paris nasceram em território nacional. São sete atletas que chegaram ao mundo em outro país e passaram pelo processo de naturalização para representar o Brasil em suas respectivas modalidades.
Veja abaixo a lista de "estrangeiros" que escolheram vestir o verde e o amarelo:
Julia e Lukas Bergmann (vôlei)
Os irmãos nasceram em Munique, e Alemanha, e se mudaram para o Brasil com a família quando ainda eram crianças: primeiro em Santa Catarina e depois no Paraná. São filhos de pai alemão e mãe brasileira. Os dois atuam na posição de ponteiro e estão em ação pelas seleções de vôlei em Paris - a modalidade ainda está na fase de grupos. Julia tem 23 anos - Lukas é três anos mais novo, com 20.
Leal (vôlei)
O ponteiro de 35 anos chegou a defender Cuba, sua terra natal, antes de chegar à seleção brasileira masculina de vôlei. Em 2010, por exemplo, ele atuou por Cuba no time que perdeu o Mundial para o Brasil. É a segunda Olimpíada dele pelo país depois da naturalização - esteve em Tóquio, em 2021, quando a seleção ficou na quarta colocação.
Nathalie Moellhausen (esgrima)
A exemplo de Leal, a esgrimista defendeu o país de origem antes de representar o Brasil. No caso dela, a Itália. Com a avó brasileira, Nathalie se naturalizou há quase uma década. De lá para cá, conquistou o inédito título para o país no Mundial de esgrima, em 2019, na Hungria. Disputou os Jogos de Tóquio e também as Olimpíadas de 2024 pelo Brasil.
Em Paris, ela passou mal na estreia e acabou eliminada. Depois da disputa, foi revelado que ela tem um tumor no cóccix com aspectos de benignidade e passará por cirurgia na próxima semana.
Nicolas Albiero (natação)
Natural de Louisville (estado de Kentucky), nos Estados Unidos, Nicolas "estreia" pela natação brasileira nas piscinas de Paris, na prova de 200m borboleta.
Ele é filho de um brasileiro com uma norte-americana e visitava o país com frequência nas férias antes de decidir se mudar definitivamente para treinar no Minas Tênis Clube. Nicolas entrou em ação nas Olimpíadas nesta quarta-feira, mas não se classificou às semifinais da sua prova.
Rodrigo Pessoa (hipismo)
Figurinha carimbada na delegação brasileira. Será a oitava participação de Rodrigo Pessoa (ouro em Atenas 2004 nos saltos) pelo Brasil em Olímpiadas, mas desta vez com um sabor diferente: ele nasceu em Paris. Rodrigo vai entrar em ação a partir de 1º de agosto.
Luana Silva (surfe)
Luana nasceu em Honolulu, capital do estado americano do Havaí, e é filha de brasileiros. Ela compete no Circuito Mundial de Surfe desde os 12 anos de idade. Nas Olimpíadas 2024, Luana está nas oitavas de final e vai disputar com a também brasileira Thainá Hinckel uma vaga na próxima fase.
As fases finais estavam inicialmente marcadas para terça-feira, mas foram adiadas por conta das condições do mar em Teahupoo, no Taiti - onde a modalidade é disputada nestes Jogos Olímpicos.






