Em reunião com produtores e empresários, Reinaldo defende mudança da política agrícola

BATANEWS/ASSESSORIA DE IMPRENSA


Foto: Assessoria

Em Ponta Porã, o candidato a senador Reinaldo Azambuja (PL 222) participou de reunião, na terça-feira (15), com produtores rurais e empresários da região Conesul para discutir soluções para a crise no país que atinge o agronegócio e os demais setores da economia. No encontro, realizado no Clube do Laço, ele apresentou um diagnóstico da situação do país e defendeu um novo marco de competitividade para quem produz, com o compromisso de transformar a pauta em prioridade no Senado.

Reinaldo apontou os três gargalos que travam o setor: juros altos, estoque de dívida acumulado após três anos de estiagem na região e crédito escasso. Ele citou números para dimensionar a perda de rentabilidade: a saca de soja, vendida a R$ 180 há três anos, hoje oscila entre R$ 110 e R$ 120, enquanto o milho caiu de R$ 80 a R$ 85 para R$ 50 a R$ 55. "É incompatível, você não tem rentabilidade", afirmou.

O candidato destacou o peso do agronegócio, responsável por 33% das riquezas produzidas no Brasil e por 29 milhões de empregos com carteira assinada. "É o setor que põe a comida na mesa do brasileiro", disse, ao criticar as condições impostas a quem produz: produtores sem seguro, sem crédito e obrigados a entregar a própria propriedade em alienação fiduciária para acessar financiamento, muitos levados à recuperação judicial e ao comprometimento do patrimônio.

Produtor rural, Reinaldo lembrou que participou do "caminhonaço" e do "tratoraço" no início dos anos 2000, movimento que resultou em um marco legal de competitividade, com juro fixo e alongamento da securitização a longo prazo. "Isso precisa voltar, e essa luta vai ser uma luta nossa no Senado", garantiu.

O encontro foi organizado pelo empresário Pompilho Júnior, presidente do Clube do Laço e do PL em Ponta Porã, e contou com a presença do prefeito Eduardo Campos, do presidente da Câmara, Jelson Bernabé, de vereadores e de centenas de produtores de assentamentos e municípios como Nova Itamarati, Sanga Puitã, Cabeceira do Apa, Antônio João, Laguna Caarapã, Aral Moreira e Alexandrina.

Ex-governador por oito anos, Reinaldo lembrou que conhece a realidade dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul e assumiu o compromisso de levar ao Senado a defesa de quem produz. "Ou a gente muda isso, ou as empresas vão mudar do Brasil. Nós precisamos gerar emprego e competitividade aqui", concluiu, pedindo apoio para eleger uma bancada de senadores e deputados comprometida com a mudança de rumo que o país exige.